quarta-feira, 5 de junho de 2013

Comerciante nega participação na morte de advogado em Natal

O comerciante Expedito José dos Santos, de 47 anos, suspeito  da morte do advogado Antônio Carlos Oliveira, assassinado no último dia 9 de maio, nega a participação no crime. Em entrevista ao portal G1, Santos resume o “erro” ao fato de ter emprestado o carro, a Doblò cinza, de placas MMW-6343,  usada no crime e admite ter fugido para o Ceará e ateado fogo ao veículo “por medo”. 

Advogado Antônio Carlos foi morto por disparos à queima roupa - Foto: Emanuel Amaral.
O automóvel supostamente usado no assassinato do criminalista foi encontrado queimado na cidade de Iracema, interior do Ceará. O dono do veículo está preso há seis dias no Centro de Detenção Provisória de Pirangi, na zona Sul de Natal, e a esposa (Francine Andrade de Souza) no CDP Feminino de Parnamirim.

“Eu sou inocente, não participei. Para a polícia tenho participação porque dei o carro, fugi com o carro e botei fogo no carro”, disse. Quanto a prisão da companheira, ele alega que se deu somente por ela estar com ele na hora da prisão.

Um pedreiro que trabalhava para Expedito e teria recebido ameaças do advogado, caso não interrompesse as obras no terreno em São Gonçalo do Amarante – motivo da disputa entre o preso e o advogado -, teria pego o veículo por volta das 18h e servido como motorista para o autor dos disparos. Ele disse saber quem assassinou o advogado.

Quando devolveu o carro, por volta das 21h30, o pedreiro teria dito para Expedito não se preocupar porque a polícia não havia pego a placa, após confessar que “deram uns tiros em uns caras”. Na mesma noite, o comerciante foi convocado pela Polícia para se apresentar, uma vez que a placa foi identificada por uma das testemunhas no local e antigo proprietário do veículo, um policial civil foi avisado de  que o carro foi usado no crime. “Me desesperei. Peguei minha família e fugi. “Meu erro foi ter fugido e ter queimado o carro”, afirmou.

Questionado sobre a possível motivação do crime, ele acusou  “ele ameaçava e devia muita gente. Ameaçou o pedreiro” e acrescenta “está aí para a polícia investigar”. Expedito disse ter visto apenas uma vez o advogado, há cerca de três meses, no terreno, quando esteve para resolver o problema de venda com a imobiliária que vendeu o terreno sem consultar o primeiro proprietário. “Foi aí que ele ameaçou bater no pedreiro, se ele não parasse a obra”, afirma.

Após alegar inocência reiterada vezes e restringir o envolvimento ao episódio com o veículo, Expedito dos Santos diz que entende a prisão para esclarecimentos do caso. “Se provar que fui eu, eu pago”. Expedito tem passagem pela polícia por receptação de uma moto, no Ceará, há dez anos. Mas não foi julgado.

As investigações acerca do assassinato ainda continuam. A TRIBUNA DO NORTE  não conseguiu contato, na noite de ontem, como o delegado responsável pelo inquérito, Roberto Andrade, titular da Delegacia Especializada de Homicídios (Dehom), mas em entrevistas anteriores o delegado disse não acreditar na versão do comerciante. As investigações da Polícia Civil em torno do assassinato do advogado, como já antecipado, indicavam fortes relações com o exercício da profissão.

Fonte: Tribuna do Norte

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